sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Alentejo...renascer



Do ventre da terra seca e morta,
abrem-se gretas ressequidas com o suor dos corpos
que aqui largaram seu sabor e sua vida

com violência de espadas dirigem seu grito ao sol,
abrindo brechas e disparando em direcção ao céu,
são braços vazios,
secos de vida na terra que os venceram,

mas na extremidade das mortes,
surgem vidas renascidas
poisos de novas vidas que virão,
sempre,
repetidamente,
procurando nesta lonjura bravia e seca,
o descanso sereno da vida
e o seu eterno acordar

sfsousa/olharomar

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