quinta-feira, 20 de março de 2008

Um pássaro (cont)



E neste outro lado da janela
Sobre a qual estou debruçado,
Das saudades me despeço
Esse pássaro de cores brilhantes
Brilhou nos ares e se foi
Em fumo de pesar que não dói
Deixando sua alegria e amor aconchegados
E ao longe,
Do outro lado dessa janela
Pela qual repartimos nossos olhares,
Me arrepio de seu pio deslumbrante
Tal silvo estridente
Que só teus sentidos perseguem
E sem saudades acabam
sfsousa