terça-feira, 6 de julho de 2010

Foz


Quis sentir no corpo o poder das brisas e das marés, tropecei na foz do douro, eram cerca das 14:15 dum qualquer dia de verão.

O vento tocando as águas refreia a vontade do rio entrar no mar e parece que vai recuando sem a certeza do seu beijo ter tocado as águas verdes e salgadas.

Parei nesta avenida da Foz, poiso de quem quer não sentir, não pensar.
Olho as pessoas passando, a pé, de bicicleta, deixando o corpo voar e sentir esta maresia que sempre nos desflora, trazendo seu destino no vento.

Nesta beira rio, aproveito o silêncio das águas calmas e brilhantes, uma estatua ao fundo de asas recolhidas nos faz sentir porque não levantamos voo quando a dor nos abraça.
Os barcos estão refugiados noutro cais, do outro lado do rio e sigo a marcha cadenciada de alguém que passa por mim, em direcção à foz, até que não o consigo enxergar.

Os minutos passam, espero uma chamada que me acorde para a realidade e desbloqueie os sentidos.

Aqui faz calor, as gaivotas pairam sem esforço sobre o leito do rio e mo emprestam, como se ele fosse só meu e eu o tentasse agarrar na ilusão de poder colher os seus amores, as suas vidas desacompanhadas e enviá-los com esperança até à foz.

Paira uma sonolência que me obriga a fechar os olhos e a reviver o passado, sinto o corpo e a alma abertas, esperando que alguém me toque e me faça sentir, acordando dessa sensibilidade que nos imobiliza.

A praia ali tão perto e eu imóvel, sem conseguir lá chegar, é o vento que  não me deixa entrar no seu mar e me devolve ao rio, em ondas serenas e doces de marés adormecidas.

Serafim Sousa/olharomar

sábado, 19 de junho de 2010

Fecho os olhos lentamente... ...




Despertamos com a aurora
os nossos corpos suados
e de novo sonhando
o sopro dos corações
juntos de novo
batendo em crescendo
nos nossos peitos
e amando… amando
até que o amanhecer
de novo se deite
e se torne na noite
do novo dia que agora acaba

E eu e tu
de novo
se entregando fielmente
meus braços te aconchegando
o amor renascendo
já que mesmo amanhecendo
dum longo dia cansado
fecho os olhos lentamente
e a sonhar me deito acordado

Sfsousa
foto de Wojtek Aleksandrowicz

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Fecho os olhos lentamente..




Fecho os olhos lentamente
quero acordar de mansinho
gozar o prazer imenso
de cada carícia
de cada gesto
de cada momento
que esvaindo se vai
…tão brevemente

  sfsousa

terça-feira, 15 de junho de 2010

Fecho os olhos lentamente…




Fecho os olhos lentamente
respirando teu sopro
surgindo batendo no meu peito
mulher amada em meu corpo
desejada em meu leito

Não mais se acabe a noite
e que um sopro divino
contenha o favor dum Deus
que do Olimpo
meus anseios adivinham
o teu corpo descobrindo
e de pecado em pecado
iluminando meu caminho
percorrendo esse amor terno
a meu lado deitado
sofrendo devagarinho

sfsousa

domingo, 13 de junho de 2010

Fecho os olhos, lentamente


Fecho os olhos lentamente
na noite que agora começa
e para ti vivo
será hoje um sonho diferente
teu corpo nu buscando                   
tendo meu corpo presente
em teus braços se aconchegando
fecho os olhos lentamente


sfsousa

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Te recordo menina


Sorriem as minhas lembranças
de quando eras menina,
olhos vivos e brilhantes,
convicções fortes despertando
uma vontade imensa de aprender,
aqui estás tu,
com muita força e querer
o final de curso chegando

É um orgulho enorme
e impotência imensa
quando não consigo encontrar palavras
para manifestar o calor que sinto no coração

e te olhando,
te recordo menina,
com perguntas seguras
que me atrapalhavam
desejosas de resposta
ávidas de conhecimento

hoje és mulher e moça,
linda e brava Catarina
teu luar que começa neste dia
bebeu teu esforço, tua aplicação
sem queixume te entregaste à luta,
 sempre
e a luz que te persegue
sossega meu coração
…estás pronta para a viagem
e te recordo menina
em lembranças sorrindo

sfsousa

sábado, 22 de maio de 2010

Estou cansado...

Rebuscando memorias do passado encontrei algo que escrevi em 28/07/2007 e quando me dou conta que nada mudou, entendo porque estou cansado


Estou cansado de todas as mentiras
em político engalanadas
de rostos definhados com ar de sério
com pensamentos plenos de mentiras
e de choque em choque nos despedindo,

estou farto
os homens caminhando sem objectivos,
as vontades esmorecendo
as lutas há tanto reclamadas
estão perdidas, enterradas

não se vislumbra qualquer chama
a juventude há muito desistiu
segue acomodada
sem sentido de vida
está também perdida
e em breve massacrada
pelo movimento dos relógios
das roupas de marca
dos telemóveis da terceira geração
e a luz ao fundo não se vê não

é luz escondida no passado
acomodada nos tempos de hoje
aos pedaços de nada
às fúteis discussões sobre tudo o que é vago
e a juventude parada
neste vazio aguardando
o medo do amanhã
que chegará mais pesado
e de revolta em revolta
a vida se perdendo
o relógio do tempo chegando
sem perdão e sem volta.

sfsousa/olharomar

terça-feira, 11 de maio de 2010

MINAS - S. Pedro da Cova


És S. Pedro da Cova
terra negra e amiga
devorada de tanto negro

de gente simples
 malteses enrolados
nas suas mantas descoloridas
sem casa nem lar
só trabalho e vida para dar

os corpos
sobre as cinzas negras destas terra,
seguem
os ruídos das águas da mina,
nas picaretas em uníssono
dos metais em desatino,

as mulheres de negro vestidas
suas almas chorando
dor e raiva nos peitos contidas
seus homens esperando 
que cabisbaixos sangravam

no fundo da mina
um pedaço da vida largando
em mais um dia
a saúde em agonia
em carvão a vida esvaziando

finalmente as grilhetas abertas
a mina fechou
outra vida chegou
a dignidade desperta
soltou medos e voltou

Sfsousa/olharomar

domingo, 2 de maio de 2010

MÃE



Um escrito feito pela minhas filhas, para a sua mãe, a minha Delfina, neste dia de homenagem a todas as mães

MÃE

Como posso eu te retratar
se és um manto protector
que envolve os seus rebentos
protegendo-os da malícia e da dor
és alma e ternura,
és berço carinhoso…
em ti sinto aconchego
uma vontade de gritar aos céus
como me sinto a filha mais amada do mundo
não digo isto muitas vezes eu sei
e raramente o demonstro
mas a imagem que tenho de ti é inimaginável
pois é tal a adoração que por ti sinto
feliz de mim que és minha mãe
feliz de mim que te tenho
pois a verdade é que outra mãe não quereria

Das filhas Joana e Catarina

quarta-feira, 21 de abril de 2010

serei...

serei vento e tormenta  
entre fuga e dor

serei coração ardente
ilusão do sentir

serei céu e alma
tua pele minha flor

serei amor e lágrima
ausência do que sou

serei chuva e vendaval
um choro só meu

serei lar e horizonte
de tudo o que restou

serei nota de música
com alma de acordeão
calor e ninho
na palma da minha mão

Sfsousa/olharomar
foto de Wotjek Aleksandrowicz

sexta-feira, 9 de abril de 2010

vermelho ruivo




O vento frio surge do mar  
beija com a força da noite as minhas faces
acorda forças em ti adormecidas,
é vento do norte
sopra quando menos se espera
e adormece em vermelho ruivo
todo o meu corpo

sfsousa/olharomar

quarta-feira, 31 de março de 2010

Cavalete de S.Vicente - monumento de interesse público


Nesta terra que tende a esquecer as suas referências ou a não valorizar as suas memórias, o cavalete do Poço de S. Vicente é hoje monumento de interesse público – um marco de recordações que se perpetuará, reflectido nessa montanha de carvão que o precede, será luz de futuras gerações sobre os sofrimentos aí infligidos, as doenças que cercavam os corpos dos mineiros, as forças que se acabavam com o romper do dia e as imensas vidas perdidas fora de tempo.

Presto a minha homenagem à minha terra, aos mineiros que na mina soçobraram e a todos que pela sua coragem vestiram sua pele e lutaram pela sua vida e dignidade:

O céu abre a sua parte rebelde
nos dedica a sua parte soalheira
desalento em carvão de madeira
manhã manchada de nevoeiro
que chega em solenidade
despojada nos teus pés de santo

és terra de negro vestida,
de carvão trajada,

de vontade imensa de lutar,
de trabalhos árduos,

das bocas secas em poços sem fundo
de liberdades inalcançáveis

da luz do dia ao fundo do túnel
dos canais irrespiráveis

E nossos pais e avós
lutando em desespero
por um pedaço de dignidade
um bocado de pão
esperando alguém santo ou não
lhes desse a mão
e um suspiro de liberdade

sfsousa/olharomar

sexta-feira, 19 de março de 2010

Dia do pai, 19 de Março – TERNURAS


Dia do pai, 19 de Março – TERNURAS

Um arrepio percorreu meu corpo,
uma lágrima pela minha face rolou,
brilhando de ternura e de orgulho,
se desfez e me abraçou
As filhas que amo,
me dedicaram sua prenda neste dia,
prenda de amor,
breves palavras de sentimento
que eu orgulhosamente resolvo postar:

PAI

Pai é aquele que nos vê crescer
nos mostra o mundo
e tudo o que temos que aprender
é aquele que se orgulha de nós
quando revelamos empenho na vida,
empenho em tornarmo-nos alguém…

Pai é aquele que dá carinho
mas que também tem que castigar
nos ensinar os bons caminhos
e prevenir sobre aqueles
que não devemos tomar
eu e tu, somos pai e filha
e este laço para sempre nos há-de unir
entre divergência e oposições
ambos conseguimos não esquecer
a ternura que une nossos corações
hoje é dia do pai
mas tu és meu pai todos os dias…
há que te homenagear
por isso…
um beijo das tuas duas filhas

Joana e Catarina

sábado, 6 de março de 2010

Festival do Chocolate em Óbidos




 Um encanto a chocolate nos convida a entrar no seu jogo de sedução e a nos deixarmos embalar. As portas abrem-se e sente-se no ar um convite doce que nos quebra as defesas e nos levita os sonhos nos levando pelas ruas esguias e nos convidando a participar nesta magia de cor e alegria.

As muralhas refugiam seu festival, guardando seu tesouro de caramelo vestido e o casario branco, reflectido nestas muralhas que o abraçam, com as flores coloridas nas janelas, nos convidam para entrar noutra dimensão.

Os comerciantes desfraldam suas portas e janelas, debruçam seu artesanato e seus tesouros, penduram suas vidas nas entradas, nos convidando a beber desta emoção e a sonhar, nos encantando.

Os cheiros trazidos no vento entorpecem os sentidos e quase nos obrigam a desligar e a deixar-nos levar pela corrente, mas é preciso aguardar até que o chocolate nos cubra de vida.

A porta abre-se, o evento despe-se perante nossos olhos, sentimos uma vontade de tudo tocar.
O colorido está presente, os doces, as guloseimas, os cheiros, hipnotizam-nos e nos enchem de amor com cheiro a caramelo nas tâmaras escondido.

Os nossos olhos derretem carícias e os nossos corpos, lado a lado, cúmplices, se derretendo em chocolate quente e doce que nosso amor vai desfazendo, suavizando a partilha e doçura das nossas vidas.
Seguimos desafiando chocolates de todas as cores e feitios. As crianças divertem-se sobre os olhares atentos das educadoras, os seus olhos brilham de contente e a sua alegria nos contagia transportando para nós o sonho que realizam.

É a doçura da vida no seu apogeu, o chocolate dançando diante de nós, nos convidando a profaná-lo. É difícil resistir a esta tentação que nos acompanha sem cessar.

Paramos diante duma tenda branca que reflecte sua presença nas muralhas, a tenda das esculturas de chocolate, onde os artistas emprestam sua arte e sua vida, reflectindo sua virtude no chocolate, negro ou branco, pleno de emoção e vida. São estátuas fantásticas cujas almas ainda tento capturar em foto.
A simbiose perfeita entre a tentação do chocolate, do seu cheiro, que nos anestesia os sentidos e faz vibrar nossos pensamentos e a beleza da escultura na sensibilidade das mãos dos artistas.

Sfsousa/olharomar

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

hoje eu quero



Hoje eu quero
rir do medo que nos afaga
iludindo o sentimento,

Hoje eu quero
soltar borboletas na primavera
e o coração no vento

Hoje eu quero
inventar amor nas palavras suadas
com o estio do meu corpo

Hoje eu quero
mergulhar os pés na areia
deixar que a maré tome conta de mim

e…perdoar
…hoje eu quero

sfsousa/olharomar

sábado, 30 de janeiro de 2010

Memórias da viagem ao Alentejo (1)




Nas nossas memorias ficam as visitas a Arraiolos,
famosa e mundialmente conhecida pela manufactura dos seus tapetes,
a passagem tocando levemente Évora recordando o Templo de Diana,
a chegada a Reguengos,
onde fomos presenteados com uma refeição bem alentejana no restaurante o Gato, mesmo no centro da Praça onde se desfruta a imagem duma igreja espectacular virada para o centro da vila,
o desvio feito na saída para Monsaraz passando pela adega cooperativa de Reguengos, a passagem por Corval, onde há a maior concentração de oleiros da península ibérica, parar para apreciar o artesanato alentejano no seu melhor,
visitando uma olaria e assistindo ao nascimento duma peça de arte a partir dum simples naco de barro,
com as mãos como ferramenta e o coração como inspiração
e depois mergulhar os olhos na água imensa dessa reserva do Alqueva com o castelo de Mourão de peito aberto no alto,
na defesa das invasões dos inimigos de outrora e a visita à Nova Aldeia da Luz, reconstituída pedra por pedra, rua por rua,
na vã ilusão de recriar a mesma aldeia,
nova de raiz mas com as mesmas memorias que ficaram nas pedras,
nas calçadas e nas casas que foram engolidas pelas águas com a construção da barragem,
afundando e mergulhando a aldeia na água que cobre agora as outrora secas planícies alentejanas.

A boa sensação de ficarmos acomodados na casa D. Antónia,
casa de turismo rural, dentro das muralhas de Monsaraz,
onde desfrutamos dum presépio de rua
e do silêncio que acompanhava os nossos passos na noite,
nesta vila cheia de memorias ancestrais,
levou-nos a querer repetir a experiência
e a ter saudade de voltar mesmo antes de partir.

sfsousa/olharomar

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Escrevi teu nome





Nessa flor que te dei
escrevi teu nome

Nas pétalas de versos inacabados
navegando nos olhos das luas que me perseguem
escrevi teu nome

Na verdade ausente que a tua cor levou
e nos meus anseios regados de sangue
escrevi teu nome

No vazio dos meus sentidos
e no batel de esperança dos sonhos que não esqueço
escrevi teu nome

Sfsousa/olharomar

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Fim semana no Alto Alentejo




28/29 Dezembro 2009
Uma viagem pelo nosso Alentejo, hoje pleno de chuva e de castelos de encantar, de lendas e batalhas reais nas planícies a perder de vista, verdes e serenas, com as suas searas à espera de dançar inebriadas quando o sol desponte e o vento se solte.

O céu festejando a chuva que aqui cai, tão desejada e esperançosa da vida que desperta,  nos campos e nos sorrisos das gentes, agora com o maior lago artificial da Europa, a barragem do Alqueva,
em plena actividade e pronto para aliviar o Alentejo do calores dos Verões ardentes, que sempre voltam.

Um passeio que deixou no ar a vontade de aí voltar, à boleia doutra estação do ano, e poder assistir ao bailar das searas na primavera e aos cheiros que sopram nos ventos que se encontram e misturam e que sempre nos tocam o coração.


sfsousa/olharomar

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Meu ano novo



Meu ano novo que se aproxima
deixa-me
mergulhar nesses abraços
que ficaram no ano que finou
traz-me
as boas lembranças
que os sentimentos não tolheram
e desfralda o olhar
nas memórias das velas recolhidas
quando o mar arrependido
em maré calma se transformar

Sfsousa/olharomar

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

É NATAL


Que neste Natal
chovam estrelas brilhantes de magia
libertando os sonhos de criança em nós adormecidos
tocando de paz e amor os corações feridos
serão prendas de esperança e alegria

Oiço sinos em cada coração batendo
e anjos no céu à boleia das estrelas cintilantes,
brilham  de  esperança e amizade
soltando o amor do seu colo
choram lágrimas de amor e saudade

Sfsousa/olharomar

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Mar






06/12/2009 – uma visita à praia da Granja/Aguda em dia cinzento de arrepiar e mar violento enraivecido (Eu, Delfina, Germano, Luísa)



Mar,
mar revolto que hoje me chamaste, 
trouxeste ondas enamoradas e loucas, 
tocadas pelo vento forte do desejo,
buscando refugio na imensidão do meu sonho

Mar,
correndo na praia, 
os teus barcos aprisionados
seguram suas vidas e seus pertences, 
guardam as redes com o marcar dos anos nos seus fios, 
resguardando sua luta para outro dia e outra maré

Mar fundo,
o céu coberto de negro, 
reflecte no teu leito as nuvens soltas e inebriadas de amor,
carregando ventos de tempestade 
nas ondas que fustigam nossos cabelos,
a chuva encontra seu poiso nos olhos que teimam em abrir, 
é a beleza das forças da natureza 
nos mostrando quem manda no seu destino 

As gaivotas fugiram amedrontadas e no horizonte nada navega, 
só o amor entra por essa imensidão,
foge da terra deixando amarras soltas para trás,
segue pelo mar e tempestade adentro, 
sem rumo, 
se multiplicando em cada vaga, 
como se pudesse repartir seu desejo e suas lágrimas 
por este oceano que nos hipnotiza

O crepitar da vida é ofuscado pelo rebentar das ondas 
e o silvo do vento batendo nas rochas 
inunda nosso farol com sua luz de carícias

As ondas desejosas de chegar a terra, 
levantam seus braços e quase chegam ao céu, 
desfazem seus desejos na praia e não alcançam seu sossego, 

morrem na areia e retomam seu destino, 
com a mesma força que lhes dá vida 
e que de novo na praia se perde

Sfsousa/olharomar



sábado, 5 de dezembro de 2009

Tua foto na noite




Vi tua foto na noite,
morna como sopro de beira rio
em esperança de verão
tocada pela luzes das estrelas reflectidas nas águas,
um breve flash na mão,
o  sorriso preso à luz do néon e da noite,
um rasgo de amor voando nesse click
surpreende nossos olhos
é a vida ao sabor da vida
fugindo dos nossos corpos
e serenamente se tornando em maresia

Sfsousa/olharomar

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

e assim ...




Nas vozes existentes nas noites
que serenamente atravessamos
sinto a magia dos teus passos
e ao teu corpo envolto em chamas de desejo,
me declaro,

rasgo os bloqueios que tentam segurar meu prazer
e entro na doce boca do teu covil
entrelaço prazer e delírio em explosão
deixando amarras para trás

no teu corpo sinuoso retalho nosso prazer
para que dure toda a vida,
o suor escorrendo pelo teu corpo brilhante,

os teus braços dançando desgarrados em mim
me desenterram gritos há muito acomodados, esquecidos
e assim... vivo estou eu.

Sfsousa/olharomar

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Escuto teu corpo

Escuto teu corpo em silêncio

e em silêncio me vou deixando ir

nessa força que me dá vida

eu quero ficar sem partir

perseguindo minha sina

em silêncio fico

não te procuro

mas sempre te encontro

escutando teu amor em meu silêncio

em teu silêncio meu amor escuto


Sfsousa/olharomar

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Já fui


Já fui lua em teu redor
pétala brilhante
em rosa de sorrisos frescos,

já bebi teu sonho
imerso em todos os néctares
plenos de cor
e sedentos dum beijo

Já senti teu corpo
rasgando as cores do arco-íris
e no prazer que nos inventa...voei

Sfsousa/olharomar