Lua cheia
de nossos tormentos,
albergando todos os ais,
Lua que não mente
Lua de recordações
De medos,
Lua minha
Estação perdida
Em meu espaço sideral
sfsousa/olharomar
Lua cheia
de nossos tormentos,
albergando todos os ais,
Lua que não mente
Lua de recordações
De medos,
Lua minha
Estação perdida
Em meu espaço sideral
sfsousa/olharomar

Que o amor
chegue de novo,
na romaria
de santos populares
em festa
metade de mim
é música,
a outra metade
me resta
Que os dias lembrados
de criança adormecida
venham ao teu colo
poisar
metade de mim
é noite,
a outra metade
despertar
Sfsousa/olharomar
Vento de um dia
Que não se acabará
Será vento bem vindo
Como o amor de uma lembrança
À hora da despedida
Será vento de mudança
De renascimento e vida
É tempo de dar as mãos
E juntos …caminhar
Ao futuro que há-de chegar
Como o vento destemido
Que volta sempre
Devagarinho …
Brevemente…
Sfsousa/olharomar
Um grande obrigado para todos os fotógrafos que me emprestaram as suas fotos que fui publicando ao longo deste meu blog, as quais tendo sido retiradas da net, muitas vezes de fontes anónimas, mesmo assim, a sensibilidade e a arte de quem tirou e que graciosamente me emprestaram esses seus jeitos de olhar as coisas e a vida, para eles todos um muito obrigado.
Que o sonho de ser eu
me aconchegue
Ao teu olhar
irrequieto
Metade de mim
é agua,
a outra metade
deserto
Que todos os ventos
de mudança
Se soltem
em gritos universais
Metade de mim
é mar,
a outra metade
teus sinais
Sfsousa/olharomar
Lua de nuvem
ausente
De fogo
presente
nos amores amordaçados
És paz
formosa
em cada uma das tuas lágrimas
derramadas
Sfsousa/olharomar
Meu corpo
ansiando pelo outro meio
Como uma carta
jamais lida
metade de mim
é fundo,
a outra metade
perdida
Que o amor
se aproxime sem dor
e sem revolta
e deixe meu corpo
sonhar
metade de mim
é amor,
a outra metade
pesar
sfsousa/olharomar
Lua negra e só
Mãe de todos os amores,
E de todos os sonhos,
Mãe de todos os poemas de amor
Envergonhados,
És mãe de todas as súplicas
E de todas as esperanças.
És lua de raiva e ódio,
De lamentos e perfídias
De olhos loucos
De amor fustigados
Nos teus raios libertados
Sfsousa/olharomar

Quando surges na noite, quando avanças
porque o som do batuque por ti chama,
teu corpo negro é chama que me inflama,
quando surges na noite, quando danças...
Quando danças, cantando as esperanças
e os desesperos todos de quem ama,
teu corpo negro é fogo que derrama
febre nas almas que repousam mansas.
Tu vens dançando (tudo em mim se agita)
e vens cantando (tudo em mim já grita),
quando surges em noite de queimada...
Depois, somos os dois, no mesmo abraço,
num batuque só nosso, num compasso
mais febril do que toda a batucada!
Poema de: Geraldo Bessa Vitor

Vento volta
devagarinho
Beija
todos os corpos carentes
Secando
os males à tua volta
Nessa tua viagem
ardente
O mal
ficou noutra porta
E serás
vento de viragem,
serás
leito de todos os rios
aragem fresca
em verões sombrios,
serás finalmente
… esperança
serás
vento destemido
serás
vento de mudança
sfsousa/olharomar


É dia que se acaba e estou sem arte para escrever,
essa falta de desejo acostou no meu pensamento
e tarda a sair,
mas recebo sinais que deliciam o coração,
sinais que me incentivam a retomar
e postar de novo
esta escrita que está escondida,
por mim renegada
e pensava não mais regressar,
sinto que as palavras ficam tristes e frias,
enclausuradas neste corpo emprestado,
neste compasso de vida,
são palavras de todos
que a mim não pertencem :
Lua que faz correr a noite na minha alma
e meus pensamentos em estrelas,
obriga-me a sonhar
dá a mão a essa brisa que nos traz o silêncio
Desfaz o suor do meu corpo
Obriga-me a sonhar
Sfsousa/Olharomar

Para esses amigos, que por aqui passasm e deixam seu rasto de amor e centelhas de amizade, hoje, sem inspiração mas com vontade, escrevi o que a alma não consegue soletrar e a verdade quer ocultar, assim, para vocês e mesmo sem inspiração para a escrita, segue este desejo de 2009 cheio de sonhos e de verdades quando vos deixo escutando esta melodia suave de um saxofone arrepiado na esquina das nossas entradas mas sempre convidando a vida, a amizade e o sonho, a aqui entrar
deixem os palhaços entrar
e nossa vida abraçar
neste ano que começa
me traga um circo de sonhos e mar,
me faça ouvir as trovas do vento,
libertar um sorriso de criança
que para trás ficou
preso no olhar dum palhaço
e num papagaio de papel a voar,
venha o circo da vida a brilhar
quero ser criança de novo
deixem os palhaços entrar
olharomar/rosadesangue
Que neste Natal
chovam estrelas brilhantes de magia
acariciem todos os sonhos de criança escondidos
e num despertar de luz e cor
trespassando os corações sem dor
semeiem esperança e alegria
olharomar/rosadesangue


Te envio o Outono a sorrir
Nas folhas de cores vermelhas e sedentas
Nesses teus beijos de céu escarlate
È amor renascendo em ternura
Neste Outono que agora desponta
As folhas tocam o sol,
o fogo carrega seu mel e sua força
e transpira para nós
suas delicias e seus desejos
tuas miragens e teus beijos
olharomar

Gostava de falar de amor,
desse amor que só um olhar sente,
desse amor que existe em cada palavra
e se prolonga em todos os gestos,
que vagueia nos teus cabelos
e nas minhas veias se desfaz
É amor sentido que nunca se perde
viaja no espaço e nos olhos teus
rasga desejos adormecidos
transporta vendavais de amor
entre gemidos vibrantes de dor
libertando os que de amor padecem
vivendo a fingir que o não sentem
sfsousa/olharomar
Gostava de falar de amor,
desse amor que não mente,
do amor que não é rico nem pobre,
do amor que é amor por ser nobre,
que não escolhe almas ou corações,
sucessos ou desilusões,
É desse amor pleno que quero falar,
desse amor sentido que ninguém vê
mas que está aí,
em todos os teus poros e suspiros
amando cada momento vivido
quando a ti me dei
o céu abriu, a ti regressei
meu olhar já não anda perdido
sfsousa/olharomar

Depois do jantar habitual e regular com os amigos, eis que chego a casa, tarde por sinal, cansado mas com vontade de algo escrever e com todos na cama, me dou comigo a divagar, sem saber o quê mas a escrever e, de algumas coisas escritas, que ficarão por postar, aqui vai o primeiro, realizado por volta da 01:20 deste novo dia que se avizinha, 25 deMaio, cinzento e negro, de chuva bafejado, mas não esmoreço e antes de me deitar eis que ganho coragem e finalmente escrevo e aqui posto parte do que agora escrevi, o resto certamente será postado, um dia...
