sexta-feira, 5 de junho de 2009

LUA....

Lua cheia

de nossos tormentos,

albergando todos os ais,

Lua que não mente

Lua de recordações

De medos,

Lua minha

Estação perdida

Em meu espaço sideral


sfsousa/olharomar

quarta-feira, 27 de maio de 2009

flor de pétalas rosadas




És flor de pétalas rosadas
De orvalho tuas lágrimas recheadas
Mas por favor não chores,

Não devolvas meus afectos em lágrimas de adeus,
És flor sentida, de amor desabrochada
Mas por favor não chores,

Deixa-me beijar teus bagos e a sede secar,
Regar teu jardim com esse gesto gracioso
De nova pétala libertar

E no vento que a traz
Uma mensagem de amor largando
Um gesto enamorado nas tuas lágrimas
Em gotas de amor transformadas,

Um sussurro em jeito de balada
Te beijando
… Por favor não chores

sfsousa/olharonmar

sexta-feira, 22 de maio de 2009

QUE....

Que o amor

chegue de novo,

na romaria

de santos populares

em festa

metade de mim

é música,

a outra metade

 me resta

 

Que os dias lembrados

de criança adormecida

venham ao teu colo

poisar

metade de mim

é noite,

a outra metade

despertar

Sfsousa/olharomar

sábado, 16 de maio de 2009

Vento...



Vento de um dia

Que não se acabará

Será vento bem vindo

Como o amor de uma lembrança

À hora da despedida

Será vento de mudança

De renascimento e vida

É tempo de dar as mãos

E  juntos …caminhar

Ao futuro que há-de chegar

Como o vento destemido

Que volta sempre

Devagarinho …

Brevemente…

 

Sfsousa/olharomar

Um grande obrigado para todos os fotógrafos que me emprestaram as suas fotos que fui publicando ao longo deste meu blog, as quais tendo sido retiradas da net, muitas vezes de fontes anónimas, mesmo assim, a sensibilidade e a arte de quem tirou e que graciosamente me emprestaram esses seus jeitos de olhar as coisas e a vida, para eles todos um muito obrigado.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

QUE...

Que o sonho de ser eu

me aconchegue

Ao teu olhar

irrequieto

Metade de mim

é agua,

a outra metade

deserto

 

Que todos os ventos

de mudança

Se soltem

em gritos universais

Metade de mim

é mar,

a outra metade

teus sinais

Sfsousa/olharomar

segunda-feira, 11 de maio de 2009

LUA...

Lua de nuvem

ausente

De fogo

presente

nos amores amordaçados

És paz

formosa

em cada uma das tuas lágrimas

derramadas

 

Sfsousa/olharomar

sábado, 9 de maio de 2009

Que... (1)

 

Meu corpo

ansiando pelo outro meio

Como uma carta

jamais lida

metade de mim

é fundo,

a outra metade

perdida

 

Que o amor

se aproxime sem dor

e sem revolta

e deixe meu corpo

sonhar

metade de mim

é amor,

a outra metade

pesar


sfsousa/olharomar

domingo, 3 de maio de 2009

lua

Lua negra e só

Mãe de todos os amores,

E de todos os sonhos,

Mãe de todos os poemas de amor

Envergonhados,

És mãe de todas as súplicas

E de todas as esperanças.

És lua de raiva e ódio,

De lamentos e perfídias

De olhos loucos 

De amor fustigados

Nos teus raios libertados

 

Sfsousa/olharomar

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Quando surges na noite...



Quando surges na noite, quando avanças
porque o som do batuque por ti chama,
teu corpo negro é chama que me inflama,
quando surges na noite, quando danças...

Quando danças, cantando as esperanças
e os desesperos todos de quem ama,
teu corpo negro é fogo que derrama
febre nas almas que repousam mansas.

Tu vens dançando (tudo em mim se agita)
e vens cantando (tudo em mim já grita),
quando surges em noite de queimada...

Depois, somos os dois, no mesmo abraço,
num batuque só nosso, num compasso
mais febril do que toda a batucada!

Poema de: Geraldo Bessa Vitor 

quarta-feira, 22 de abril de 2009

De novo o vento


Vento volta

devagarinho

Beija

todos os corpos carentes

Secando

os males à tua volta

Nessa tua viagem

ardente

O mal

ficou noutra porta

 

E serás

vento de viragem,

serás

leito de todos os rios

aragem fresca

em verões sombrios,

serás finalmente

… esperança

serás

vento destemido

serás

vento de mudança


sfsousa/olharomar


sexta-feira, 17 de abril de 2009

GIRASSOL


Girassol
Rasga a tua indecisão
E liberta-te.

Vem colar
O teu destino
Ao suspiro
Deste hirto jasmim
Que foge ao vento
Como
Pensamento perdido.

Aderido
Aos teus flancos
Singram navios.

Navios sem mares
Sem rumos
De velas rotas.

Amanheceu!

Orça o teu leme
E entra em mim
Antes que o Sol
Te desoriente
Girassol!
 de: Corsino Fortes

terça-feira, 7 de abril de 2009

lua de carmim



A minha lua
é cor de carmim
teu encanto
meu jardim
flores me retiram
tua a luz e cor
mas tu,
só tu,
és ar do meu ar
e eu,
escravo em mim,
sentindo a lua
a chorar
embalo seu luar
com a cor das flores
nos teus olhos

olharomar

sexta-feira, 27 de março de 2009

Vento…



Vento volta
devagarinho
em turbilhões
de sentimentos
nas pequenas coisas
que não dizemos
mas de repente
Sentimos

Vento volta
devagarinho
Como se vento
não fosses
mas sim
o despertar
dum novo dia
brotando vida
em aurora
inexistente

olharomar

quinta-feira, 19 de março de 2009

Viagem na noite longa


Na noite longa
minha alma
chora sua fome de séculos

Meus olhos crescem
e choram famintos de eternidade
até serem duas estrelas
brilhantes
no céu imenso.

E o infinito se detém em mim

Na noite longa
uma remotíssima nostalgia
afunda minha alma
E eu choro marítimas lágrimas
Enquanto meu desejo heróico
de engolir os céus
se alarga
e é já céu

Tenho então
a sensação esparsamente longa
de vogar no absoluto

Mario Fonseca

terça-feira, 10 de março de 2009

Porto – passeio nocturno


Sigo por essa beira mar,
rosário de pedras da foz,
guiando o rio Douro
que no mar se desfaz e se multiplica
e aprecio nesta noite em que viajo só,
com os meus pensamentos,
os contornos das casas e das pessoas transportam um seu quê de mágico,
é mais fácil na noite,
apreciar estes bocados de vida que por aqui passeiam
e imaginarmos historias nunca contadas,
pessoas correndo no calçadão
fazendo seu jogging da noite
fugindo das sombras implacáveis do dia,
madames passeando seu cão
e anestesiando seus sentidos,
vagueando sem pensar
ao sabor do vento e do puxar da correia na sua mão,
as ondas batendo de leve nos rochedos
quebrando o silêncio e lavando saudades.
Passo por barcos de pesca
de cores e formatos distintos,
parados,
numa e noutra margem da foz,
como se aguardassem um comando para partir,
dormem descansados,
sem ruído, equilibrados
e alinhados nesse mar que não se vê,
luzes reflectindo seus olhos na água que os embala,
caminho e vou descobrindo novas coisas
que parece que o dia não reflecte
e na noite se destacam,
as capelas,
a ponte luminosa que roubou seu pedaço ao rio
e por ele adentro entra,
a alfândega edifício de eventos memoráveis e pleno de historia,
a igreja de São Francisco,
o palácio da Bolsa,
a associação dos comerciantes do Porto,
a ribeira, mundialmente conhecida,
e tantos,
tantos recantos belos que por eles passamos
e atenção não prestamos,
as pontes que nos atravessam
e esse silêncio que a noite acompanha
as dezenas de pescadores
que nesta noite de segunda-feira
dedicam parte do seu dia a deitar a linha
ao longo deste paredão para colher seu peixe
e de novo o devolver ao rio,
num gozo pleno da pescaria realizada.

És assim Porto,
património da humanidade,
cidade minha, bela,
de contrastes imensos
e de valores sentidos,
verdadeiros,
sem retoques ou enganos,
esquecida por alguns,
tentada por outros
mas sempre nossa

Sfsousa (olharomar/rosadesangue)

sexta-feira, 6 de março de 2009

AMIZADE




Neste universo de lutas constantes,
Essa amizade que fronteiras não tolhe,
A recebo de mãos abertas
E com suavidade a desfloro,
Partilhando essa dádiva com alegria
o coração que amizade me envia,
A amizade desejada me condena


olharomar

domingo, 1 de março de 2009

VENTO (3)



Vem com o vento
que te espero perdido
Nesta ausência forçada
De vela recolhida
Em vento amainado
Suplico intensamente ao vento
Que te traga de volta
Em amor convertido
Já não ando perdido
Deixei fugir meu lamento


olharomar

sábado, 21 de fevereiro de 2009

VENTO (2)



O vento chega e a ti envio
Meus sinais de doçura
Mesmo em demasia
Para que este beijo
No vento me seja devolvido
Doce como o mel
Pleno de desejo,
Com brilho dos olhos teus,
em saudades adormecidas
Que pensavas não existirem

sfsousa/olharomar

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

VENTO (1)



Se o vento me ouvisse,
Se o vento sentisse
Chamar meu coração
Deixaria de pensar
Que era chamamento em vão
E responderia em silvos imensos
Tão intensos
Que não haveria solidão
Em nenhum recanto
Dos nossos sentimentos,

Olharomar/rosadesangue

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009


Não me importaria
Se as ruas destruídas fossem
E por aí não entrasse

Não me importaria
Se nesta dor
Consenso não houvesse

Não me importaria
Se nesta vida
O sol fosse e viesse

Não me importaria
Se eu na praia te esperasse
E a maresia de volta te trouxesse


olharomar

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

ESCUTO




Para aqueles ventos que nos tocam com aconchegos de verdadeira amizade, escrevo:

Escuto teus sons angustiados
Escuto sereias em migração
Escuto gente ferida
Escuto angústias e medos
Escuto guerras sem sentido
Escuto almas perdidas em vão

Escuto outros lados teus
Escuto jardins sem flores
Escuto cigarras cantando
Escuto luas com dores
Escuto gente inocente
Escuto gargalhadas reais
Escuto fomes e ais

Escuto guerreiros sem armas
Escuto políticos sem razão
Escuto crianças de armas na mão
Escuto vontades amordaçadas
Escuto pedidos em vão
Escuto discórdias de irmãos

Escuto todos os seres do mundo
Escuto canhões sem sentido
Escuto fome em muitos corpos
Escuto ajuda que não vem
Escuto avareza de quem tem

Escuto canções de embalar
Escuto sonos por acordar
Escuto outros ventos
Escuto muitos lamentos
Escuto homens sem vontade
Escuto países sem rumo
Escuto bonanças que não virão
Escuto continentes á deriva
Neste mundo sem razão

sfsousa/olharomar

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

JOANA



É com o orgulho indisfarçável de pai que resolvo postar algo que a minha filha Joana escreveu, penso valer a pena seguir insistindo para que continue a escrever, incentivando-a a não perder este bom hábito :

Não entendo porque tudo o que é simples se complica….
A passo e passo vou caminhando,
Num efémero mundo turbulento,
Onde águas viram tsunamis,
Ventos viram ciclones
E todo um mundo se transforma numa catástrofe.
Céptico é o mundo dos sentimentos,
Que são parte do nosso ser.
Mas é a controvérsia criada entre positivo e negativo
Que abala os nossos pensamentos
Consciente e/ou inconscientemente.
Qual o melhor rumo a tomar,
Quando somos invadidos por tal ambiguidade?
Como a conseguiremos interpretar,
Se a nossa mente se revela fraca, indecisa e sem saber por que optar?
Numa fase em que os sinais recebidos,
Não nos dão quaisquer certezas
A confusão atinge os pensamentos,
Não permitindo ao raciocinar agir de forma racional.
Porque é difícil cingirmo-nos ao sentimento tal como ele é
Ao invés de o tornarmos numa complexidade autentica?
O facto, é que não só é necessário aprendermos a lidar com tais
ambiguidades,
Como é preciso receber as indicações certas
Para conseguirmos seguir esta rota
Que faz parte do caminho da vida.
A conclusão que tiro disto tudo,
É que apesar de ser uma viagem turbulenta,
Onde tristeza e alegria se misturam
É a aventura por que esperamos
É a vitoria que melhor saboreamos,
Pois no final de tudo,
Tendo ou não conseguido chegar ao nosso destino,
Poderemos nos orgulhar de não ter desistido.
De: Joana Sousa

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

SINAIS

É dia que se acaba e estou sem arte para escrever,

essa falta de desejo acostou no meu pensamento

e tarda a sair,

mas recebo sinais que deliciam o coração,

sinais que me incentivam a retomar

e postar de novo

esta escrita que está escondida,

por mim renegada

e pensava não mais regressar,

sinto que as palavras ficam tristes e frias,

enclausuradas neste corpo emprestado,

neste compasso de vida,

são palavras de todos

que a mim não pertencem :


 

Lua que faz correr a noite na minha alma

e meus pensamentos em estrelas,

obriga-me a sonhar


 

dá a mão a essa brisa que nos traz o silêncio

Desfaz o suor do meu corpo

Obriga-me a sonhar


 

Sfsousa/Olharomar

domingo, 28 de dezembro de 2008

DEIXEM O SONHO ENTRAR


Para esses amigos, que por aqui passasm e deixam seu rasto de amor e centelhas de amizade, hoje, sem inspiração mas com vontade, escrevi o que a alma não consegue soletrar e a verdade quer ocultar, assim, para vocês e mesmo sem inspiração para a escrita, segue este desejo de 2009 cheio de sonhos e de verdades quando vos deixo escutando esta melodia suave de um saxofone arrepiado na esquina das nossas entradas mas sempre convidando a vida, a amizade e o sonho, a aqui entrar


deixem os palhaços entrar

e nossa vida abraçar

neste ano que começa

me traga um circo de sonhos e mar,

me faça ouvir as trovas do vento,

libertar um sorriso de criança

que para trás ficou

preso no olhar dum palhaço

e num papagaio de papel a voar,

venha o circo da vida a brilhar

quero ser criança de novo

deixem os palhaços entrar


olharomar/rosadesangue

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

NATAL

Que neste Natal

chovam estrelas brilhantes de magia

acariciem todos os sonhos de criança escondidos

e num despertar de luz e cor

trespassando os corações sem dor

semeiem esperança e alegria


 

olharomar/rosadesangue

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

saudades




As luzes e enfeites desta minha cidade
despertam com as lágrimas escondidas
nas estrelas cintilantes
são os nossos amores ao céu emprestados
que brilhando na boleia das estrelas
recolhem nossas saudades

saltita no vento um aconchego de menino
e uma canção de embalar rezando baixinho
beija nossas recordações
escutando essas memorias que partiram
abraçamos os anjos que na noite por nós velam
até que o céu os reclame de novo

olharomar/rosadesangue

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Outono



o que para trás ficou por postar e antes que o Outono se acabe:


És Outono em folhas de amor errante
no espaço que agora começa
Loucamente o vento te assedia
Soltando em cada folha poesia
E do nada o amor floresce

Sfsousa/olharomar


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

OUTONO




Te envio o Outono a sorrir

Nas folhas de cores vermelhas e sedentas

Nesses teus beijos de céu escarlate

È amor renascendo em ternura

Neste Outono que agora desponta


As folhas tocam o sol,

o fogo carrega seu mel e sua força

e transpira para nós

suas delicias e seus desejos

tuas miragens e teus beijos


olharomar

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Não me importaria (2)


Sem saber como, aqui chego e eis que há muito ausente me deixo levar e escrevo esta outra das muitas partes ainda ausentes de mim e neste escrito, sem pretensões de ser chamado de poema, mas com aquela caricia e sorriso que dia a dia nos vai tocando dando força a escrever, aqui segue:

Não me importaria
De ouvir pequenos ais
E mesmo assim viesses

Não me importaria
Se a nossa nau imaginária
Ao teu cais chegasse

Não me importaria
Desse sorriso
Que só a tela registasse

Não me importaria
Se a chuva te tocasse
E em amor se desfizesse

Sfsousa (olharomar)

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Gostava de falar de amor (3)



Gostava de falar de amor,

desse amor que só um olhar sente,

desse amor que existe em cada palavra

e se prolonga em todos os gestos,

que vagueia nos teus cabelos

e nas minhas veias se desfaz


É amor sentido que nunca se perde

viaja no espaço e nos olhos teus

rasga desejos adormecidos

transporta vendavais de amor

entre gemidos vibrantes de dor

libertando os que de amor padecem

vivendo a fingir que o não sentem


sfsousa/olharomar

sábado, 27 de setembro de 2008

Não me importaria


Indeciso estou, a pena na mão escrevendo, o sonho bailando na cabeça e apesar de ter escrito, algo me sussurra e me refreia a colocar no meu blog, é uma luta contra a vontade mas aqui vai uma parte do meu Não me importaria:


Não me importaria
De ser só e loucoE meu fogo me renegasse

Não me importariaDe ser lúcido ausenteSe teu calor me abraçasse
Não me importariaDe deixar que teu marNo meu corpo aconchegasse
Não me importariaDe aguardar tanto tempoE esse sorriso chegasse
Sfsousa (olharomar)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Gostava de falar de amor (2)

Gostava de falar de amor,

desse amor que não mente,
do amor que não é rico nem pobre,
do amor que é amor por ser nobre,
que não escolhe almas ou corações,
sucessos ou desilusões,

É desse amor pleno que quero falar,
desse amor sentido que ninguém vê
mas que está aí,
em todos os teus poros e suspiros
amando cada momento vivido
quando a ti me dei
o céu abriu, a ti regressei
meu olhar já não anda perdido

sfsousa/olharomar

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Vila Chã



A praia de Vila Chã neste mar do nosso Norte
onde o cheiro a maresia e o vento forte
nos fustiga a maioria dos dias,
mas quando o vento amaina,
um autêntico paraíso para uns bons mergulhos e bons passeios.
Praia sossegada e leve onde serenamente nos deitamos
gozando todo o prazer deste Verão que teima em não começar.
Aqui estamos na praia defronte da casa dos nossos amigos,
nosso poiso de todo o ano, a um passo da praia,
braço dado com o campo
com a entrada do mar e do vento pela varanda
despedaçando nossos anseios
libertando nossas vidas, lavando nosso pranto

olharomar





domingo, 17 de agosto de 2008

Uma estrela

Ao meu sogro, que há dias nos privou da sua presença mas jamais nos privará da sua companhia


Hoje minhas palavras estão de luto
e nas rimas não se soltam,
sentem o vazio que no espaço ficou,
esperando rimas que não chegam,
perdidas em pedaços de amor
que por dizer ficaram.

Partiste,
nos deixando tua serenidade e amor,
verdadeiro e profundo,
partiste
mas nas ondas de paz em que viajas
recebe nosso vento de saudade
e um anjo de asas brancas
bailando nos olhos de nova estrela
que cada noite te beija

E no bailar de estrelas e cometas
As carícias nas suas caudas brilhantes enviadas
amaciam nossa saudade,
iluminando tuas recordações
no amor que nos deixaste

14 Agosto de 08 – olharomar/rosadesangue
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Chegada


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Com o respectivo pedido de desculpas ás minhas palavras e amigos, por ter escrito em Junho 2008 este pequeno trecho que, por esquecimento, ficou acomodado nos rascunhos e, agora o fui despertar,  - já lá vão 9 anos de outras viagens e de outras descobertas mas o apego à nossa bela terra, ao nosso país, aí está sempre vivo em nós :

Eis-me regressado das pequenas férias
que cedo se acabam,
viagens por lugares distantes,
o perder-me nos recantos
deixar abraços doutras cidades,
noutras gentes mergulhando
e chegar cansado da viagem,
a primeira em low cost
que desfez os meus receios
por viagens deste tipo.

Chego de manhã, muito cedo, cansado
mas desejoso de abraçar este nosso canto à beira-mar plantado,
sentir os cheiros que nos chegam das montanhas
e nos trazem todos os odores nos seus seios guardados,
ouvir a cadência do bater do nosso coração na água que nossos rios beijam
e sentar-me na mesa regalada com vegetais de todas as cores,
com o nosso peixe acabadinho de pescar,
relembrar todos os sabores
que se perdem nesse cantinho das nossas recordações.

Regresso
e para trás deixo outros hábitos e outros povos,
outras vidas e outras paisagens pelas quais me intrometi
nesta viagem ao sul de França,
essa Provença secular.

Regresso a casa,
esse lar muitas vezes desvalorizado
mas desejoso no nosso corpo,
sedento do nosso riso,
apelando à nossa presença
neste principio de Junho
em que o calor desperta
e flutuo deixando-me ir de regresso
ao encontro deste meu pequeno país,
este meu canto que nos oferece sua vida e suas paixões
e que inconscientemente tendemos a desvalorizar.

Fica esta foto do nosso Douro navegável,
caminho desses barcos rabelos
que carregavam esse néctar de Porto
para o partilhar com todos os povos do Mundo,

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Dança (2)


fecho os olhos
e a ti me entrego
com a dança tomando conta dos nossos movimentos
viajamos
e juntando o calor do teu corpo ao meu
rezo para que esta dança não se acabe,

os corpos rolando
por espaços vazios nunca dantes preenchidos
carregam esse amor que desperta
na força desta dança
que chicoteia nossos corpos adormecidos
e de pecados latentes os extasia
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quarta-feira, 18 de junho de 2008

Dança



E eis que a vez da nossa dança chega,
nesta noite de todas as noites
peguei em teus braços e corpo e rodopiei,


os sentimentos á flor da pele
neste aconchego que são os nossos corpos,
atraindo todas as melodias da sala,
rodopiamos em passos arrepiantes,
passos arrojados e destemidos
de tão cadenciados que não entendo


olharomar

domingo, 25 de maio de 2008

Gostava de falar de amor

Depois do jantar habitual e regular com os amigos, eis que chego a casa, tarde por sinal, cansado mas com vontade de algo escrever e com todos na cama, me dou comigo a divagar, sem saber o quê mas a escrever e, de algumas coisas escritas, que ficarão por postar, aqui vai o primeiro, realizado por volta da 01:20 deste novo dia que se avizinha, 25 deMaio, cinzento e negro, de chuva bafejado, mas não esmoreço e antes de me deitar eis que ganho coragem e finalmente escrevo e aqui posto parte do que agora escrevi, o resto certamente será postado, um dia...


Gostava de falar de amor,
daquele amor que não se vê,
nem se pode esquecer,
daquele amor que não sabemos como
mas ele aparece,
aparece sem que te apercebas,
aparece sem saberes que existe,
é esse amor que um dia quando sais de ti
encontras na rua,
no sorriso de todos,
em cada gesto desprendido,
é amor quando não passas nesta calçada
mas eu oiço teus passos,
esse amor que nos toca a todos
e não é possível recusar,
é amor de musica composto
sem saber que notas tocar

sfsousa/olharomar

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Açores

AÇORES - beleza rara, verdes campos, gente boa.

Outra viagem dos nossos sonhos, de saudades que ficaram, das flores dispersas, das simplicidades existentes, do verde que nos persegue por todo o lado, abraços que ficaram e que hoje distantes, me chamam. Açores a voltar um dia quando a nostalgia já não se conseguir acorrentar.
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sexta-feira, 2 de maio de 2008

Por uma fresta


Recebi teu amor no vento
E a janela do meu quarto abri,
chegou com o despertar da aurora
e a brisa suave da manhã
na minha cama o aconcheguei,
meus braços, meu corpo,
meu ar, meu sopro,
minha vida lhe dei,

Emprestei-lhe teus aromas
há tanto tempo guardados
nas viagens de carinhos carentes
e nos desejos em ti escondidos,

Por teus sonhos vagueei
a janela do meu quarto abri
e no vento que teu amor recebi,
meu amor em teu vento enviei

Sfsousa(olharomar)

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Portugal - 25 de Abril


Hoje resolvi postar algo que escrevi em 23 de Abril de 1999 e hoje, nesta ocasião, sinto fazer sentido:

Portugal país de marinheiros
Que um dia se fizeram ao mar
Embebidos em laços de areia e vento
Procurando novas saudades,
Raiando novos tormentos,
Fugindo do seu próprio seio
Que murchava desgastado
Desesperado por sangue novo,
À vela, a nado, em frente
Seguia insistentemente
O coração grande dum povo

Muitos foram o que delapidaram a sua nobreza,
Recalcaram os seus sentidos,
Paralisaram a sua vontade,
Imensas agressões lhe deram ânimo e certeza
Que um dia, com a chegada da aurora e da verdade
Soltaria livremente os seus filhos e seus medos
E tranquilamente, voaria para a liberdade

Sem ser escritor ou poeta nascido
Algo surgiu do meu pequeno nada
Escrevendo sem ser leve ou subtil
Deixo o jornal vagamente lido
E à esperança, ao futuro, a tudo,
Eu dedico Abril

Pensei ainda, que mais escrever
Se tudo o que tinha de ser dito, assim foi,
Penso em tudo que estas gerações,
Nascendo sem saber o bom que é, o mau que foi,
Restar-lhes as lembranças mal contadas,
Vezes sem conta por ninguém
Cuja memoria no tempo se perde
Das formas que mais convém.

A passo dado com a vida,
Seguimos caminho adiante
Abrindo nossos corações ao mundo,
Relembrando velhos tempos
Que um dia nos fez navegantes
E com esse mesmo espírito ardente
De poetas, cantores, artistas, artesãos,
Todos seremos finalmente
Amigos de todos e de todos a
mantes.

sfsousa(olharomar)