segunda-feira, 14 de abril de 2014
Alentejo–visita a Beja
Quinta feira, dia de saída a Beja,
como sempre um pequeno almoço divinal,
os nossos colegas franceses já estavam acampados na mesa para desfrutar das compotas,
dos queijos, dos sumos e sentir os paladares do Alentejo nesta casa aconchegadora,
o outro casal, jovens da Lourinhã, simpáticos e de cara alegre,
satisfeitos com a vida e suspirando de amores.
Depois do pequeno-almoço, rumamos a Beja,
a contar com a estrada ardendo deste calor infernal,
haveria de chegar aos 42/43º
e percorremos estes cerca de 50 km,
com pressa de chegar e acomodar as visitas antes da chegada do calor
e do inferno do inicio da tarde.
Depois de estacionarmos e namorarmos uma montra com artigos de qualidade,
que mais tarde viríamos a comprar, lá fomos nós para o meio da cidade velha,
sentir o pulsar do coração e onde as memórias de sempre,
antigas como a sua historia aí permanecem.
Visitamos a igreja da Nª Sª dos Prazeres,
entramos mas não podemos tirar fotografias a esses quadros belos,
a essas paredes debruadas de capa de ouro e de talhas inesquecíveis,
com um teto fantástico.
O funcionário, solicito, agradável e conhecedor,
pegou-nos na imaginação
e levou-nos a passear pelos sítios mais interessantes de Beja.
Era conhecedor do espólio e da vida desta cidade.
Gostei da sua atitude, do seu saber e conhecimento
que nos emprestava com um orgulho brilhando nos olhos,
quando falava da sua cidade e das suas riquezas que muitos não veem.
E fomos à Santa Casa da Misericórdia,
neste momento em restauro, aproveitando espaços para a escola de Bento Jesus Caraça e,
recuperando pouco a pouco as suas paredes,
os seus vícios e as suas riquezas.
Fomos atendidos por uma empregada cujo marido é de S. Pedro do Sul,
apanhou-nos pela pronúncia do Norte
e lá ficamos em cavaqueira amena e com direito a visita guiada neste edifício que estava a encerrar
mas, de acordo com o cura do museu e da casa,
abriram a capela para nós e assim podemos apreciar e tirar fotos deste espolio tão bonito
e que agora se recupera vagarosamente.
Um obrigado a essa gente dedicada e aberta de coração que partilha connosco os seus tesouros.
O castelo, ainda aberto, partilhou connosco uma vista esplendorosa sobre a cidade e a planície, albergando no seu seio, um museu e um espaço de lazer, bonito e bem cuidado.
Na praça da Republica, a sede da Câmara e o inicio da rua que alberga os dois restaurantes
que nos foram sugeridos,
a Pipa e a tasca 25 de Abril, que estavam abertos.
E sentamos, comemos e apreciamos os cheiros e delícias da cozinha regional alentejana,
sobretudo as sobremesas que nos acorrentaram as delicias e os sabores.
Passamos por uma loja dos sabores,
para comprar o vinagre com mel e outras doçarias que despertam a vontade de comer.
Voamos em direcção a Castro Verde e por sugestão visitamos a herdade dos Grous,
fantástica herdade de enoturismo, bem cuidada, fazedora de vinhos, exemplar,
propriedade de ingleses que cuidam da terra e da herdade com um cuidado só visto.
Sfsousa/olharomar
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Mértola–branco imaculado
Após a chegada a Mértola,
visita à antiga mesquita,
agora igreja,
de um branco me iluminando
como todo o casario que a rodeia
o seu interior, simples, belo,
abóbodas brancas,
alinhadas e sonhadoras
como só a simplicidade pode ser
apesar do sofrimento do calor das horas mais duras,
sinonimo do inicio das tardes,
obrigatórias do recolhimento,
valeu a pena
estar no meio da mesquita,
penetrar no silêncio do branco, imaculado
ouvir em silêncio
histórias de guerra e paz
de amor e dor
sentir que somos presente
com princesas e amores navegando no rio,
dissolvendo-se até ao mar
sfsousa/olharomar
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Alentejo– o pulo do lobo
Hoje, almoço em Mértola
e partida à descoberta da rota do Pulo do Lobo,
sitio obrigatório nas belezas em redor,
envolto em lendas e histórias
e deito os olhos para essa estrada,
sempre igual, de retas imensas,
bordejada de planícies secas,
lutando por pedidos dum pouco de lágrimas se chuva,
o sol desafiante, impiedoso e quente,
tão quente que nos queima a alma e os pensamentos
ao imaginar esses montes verdes,
ondulando ao vento seus filhos
festejando suas festas e suas vitórias
mas aqui, neste caminhar até ao pulo do lobo,
algumas oliveiras repartem a sombra com a paisagem
e tocam o coração de quem passa,
emocionando o passeio e dando-nos alento para continuar,
partilhar a vida com esta terra inóspita,
atravessá-la no seu seio e dizer que estamos aqui,
solidários como se fossemos seus filhos
mesmo fustigados pelo calor e pelo suor.
Depois de parecer uma eternidade de viagem,
chegamos ao portão que sinaliza a entrada para o pulo do lobo,
1,5 km em terra batida,
obrigação de fechar o portão
e entrar de novo nas entranhas da terra e do desconhecido.
Seguimos atentos, imaginando o que íamos encontrar
e pensando que o acabar da viagem seria ali,
na próxima curva, no próximo desvio,
mas a caminhada é longa e difícil,
como todos os dias para esta gente boa neste nosso Alentejo profundo,
de horizontes perdidos,
intocáveis pela vista e desperdiçados,
entregues à sua sorte e à sua sina,
Chegamos finalmente,
um outro casal, esse de jipe,
já estava apreciando esse bloco de pedra,
devastado pela passagem de grande caudal de água algures,
as rochas alisando e preparando o caminho para o rio seguir seu percurso
e o lobo, na sua parte mais estreita,
perseguido pelos caçadores,
obrigado a saltar essa queda de água,
imaginada neste verão e que no inverno despontará,
talvez sem a força e a grandeza da história
mas pelo menos imprimindo à nossa imaginação seu papel,
sua força e sua gloria
sfsousa/olharomar
quarta-feira, 19 de março de 2014
Alentejo–esvoaçando os sentidos
Em cada palmo de terra,
em cada árvore que esvoaça
sentimos o calor da gente
o vermelho da terra
os cheiros que viajam na aragem da vida
e nos arrepiam sempre que nesta terra pensamos
os nossos olhos lacrimejando de saudades antes da partida
e sinto que nestes planaltos
nestes campos fustigados de saudade e de vida
maltratados de cores de fogo
renasço e parto mais feliz
guiado por essas estrelas da noite
que nos traçam o caminho
e nos obrigam a sonhar acordados
sfsousa/olharomar
quinta-feira, 6 de março de 2014
Alentejo– Alqueva
Outro Dia, outra viagem
desta vez a Serpa, Moura, Alqueva,
desta vez a Serpa, Moura, Alqueva,
viajando nesse lago de águas bem-vindas,
acomodadas nesta barragem
caminhamos por entre estradas rodeadas de sobreiros,
de paisagens secas profunda mas animadoras da vida,
campos secos,
planícies amarelas,
sedentas de água
devoradas pelo calor do sol e o fustigar do vento,
entre verde oliveiras,
surge a terra vermelha que nos toca de dor,
maltratando esta paisagem,
mas deliciando nossos olhos com outra cor
sfsolharomar
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Alentejo– o vento da noite
O vento da noite
aliviado do calor do dia e do sol abrasador
nos prepara para o descanso
trazendo nos seus braços doçuras de prazer
ondas leves e frescas
nos obrigam a ir mais fundo
agitar os sabores que carregam estes cheiros
secos, perfumados
sedutores
sfsousa/olharomar
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Alentejo - noite recolhida
A noite recolhida,
aguarda que o sol azul
se transforme em noite escura
e nos deixe ver
o despontar dos seus tesouros nos céus,
são estrelas brilhantes,
tantas, tantas e tão perto
que quase podemos tocá-las
e resguarda-las nos nossos corações,
são estrelas cintilantes de brilho,
pujantes de amor
e sentimos que podemos voar,
alcançar seus caminhos
e partilhar suas vidas,
Sinto que sou tocado por qualquer bênção
que me chega desse céu,
deslumbrante e desafiador,
sinto que posso viajar na via láctea,
correr por entre estrelas,
caminhar noutros céus,
tocar esses rastos brilhantes de amor
que nos amparam os sonhos
e nos tranquilizam a alma
sfsousa/olharomar
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Alentejo…tocar o céu
O jantar em Mértola foi no Migas,
local privilegiado debruçado para o rio
onde apreciamos as gaivotas a pairar sobre nós,
aguardando a chegada do amor
que haveria de aparecer com a brisa e com os sonhos,
regalar os abraços e pedir essas bochechas de porco,
imperdíveis,
comer e sentir no final do dia,
o prazer da comida tomando conta de tudo,
saborear fechando os olhos
desfrutar da beleza do silencio,
do crepúsculo do dia,
do voo das andorinhas que não se querem deitar,
são como nós,
filhas da noite e do vento
que tocam estas planícies alentejanas,
nesta vila sedutora,
ruborizada de encantos
que nos deixa sentir que quase tocamos o céu
sfsolharomar
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
sonhos
E sonho, sonhos lindos de verdade,
o amor de sempre a meu lado,
preenchendo qualquer vazio
que a planície derrama nos nossos olhos
e lutando para que não haja esquecimento
destes vazios de força imensa,
destes momentos que são só nossos,
repartidos com o silêncio,
com o vento e com o céu.
As andorinhas permanecem
beijam a água da piscina
e em voos rasantes,
imprevisíveis...fogem,
levando seu tesouro
até nova volta e novo dia
sfsolharomar
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Uma brisa de verão
Sinto uma brisa de verão,
e como se de uma bênção se tratasse
deixo-a penetrar no suor,
desbravar meu corpo, apoderar-me a mente,
adormeço ao som do silencio,
escutando musica terna,
a meu lado o amor
vai deixando fugir a imaginação,
se esquecendo de mim
permitindo que o silêncio da vida
guarde os meus desejos para novo dia
este silêncio que me aprisiona o prazer
e o multiplica por outros silêncios,
obriga o corpo a relaxar
penetrar no fundo da saudade
e a sentir toda a vida dentro de nós
sfsousa/olharomar
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Agosto–Alentejo (visita a Alcoutim)
visita a Mértola, a sedutora,
debruçada no guadiana
iluminando os cumes com o seu casario branco,
como todas as vilas alentejanas,
o castelo…e percorrer essas ruas estreitas
no convite para o jantar da noite num bar ao som de jazz,
prosseguir na ida a Alcoutim em estradas repetidas
e o raiar do vermelho nas planícies secas,
no desvio quase sempre impossível para a visita ao ninho da águia,
um ancoradouro perdido entre serras,
no seio do guadiana,
trilhos onde paira a aventura no ar,
para aí poder chegar,
e almoçar no bar irlandês com vista para o rio
assim se brindou á vida
que neste cais foi atracar
sfsousa/olharomar
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Alentejo– Mertola (…descansando)
Estou
sentado á beira da piscina,
ouvindo
musica, a Delfina lendo,
e ponho os pensamentos a voar sobre nada,
se misturando com este céu,
se
perdendo nesse caminhar de estrelas que ainda hão de despertar,
estão
escondidas do dia,
esperando
a noite negra para voltar
e
nos saudar com o seu brilho e o seu apelo,
como se todos os sonhos ainda se satisfizessem
quando
mergulhamos na noite,
fundindo os nossos desejos nas estrelas de
brilho intenso
e nos sorrisos que sulcam os céus.
Só
o silêncio nos acompanha,
o
vazio nos deixa escutar os corações
e
libertar o que falta não faz
um
pássaro mergulha na piscina,
leva
sua água no bico
e
sorri para mim como se um roubo me fizesse
sfsousa/olharomar
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Agosto - Alentejo (recordar Mertola)
Prosseguimos a caminhada para Mértola,
em passagem pelo monte do alhinho,
perdido algures entre montes de vegetação arrancada ao clima,
desta vez sedutora e verde de um lado,
do outro lado,
mais harmoniosa de sobreiros característicos,
mais harmoniosa de sobreiros característicos,
sem idade, isolados da vida,
se desfazendo no meio do monte seco
e desejoso das lagrimas que um dia hão cair do céu
sempre brilhante, sem nuvens.
sempre brilhante, sem nuvens.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Agosto - Alentejo (recordar Avis)
O percurso
segue direto a este Alentejo vivo e seco,
cuja aragem nos seca o corpo
e penetra de sentimentos os nossos desejos
os cheiros nos clarificam a alma
polvilhando de amor os nossos sentimentos
Paramos em Avis,
visitamos esta vila branca, alentejana,
como as outras irrepreensivelmente limpas,cuidadas
e adormecidas a esta hora da tarde,
pouco antes do almoço,
cujo sol obriga a recuar os sentidos, as vontades
e guardá-los dentro de casa,
na frescura do isolamento,
resguardados pelas paredes
A informação no turismo foi brilhante
para quem precisa de encontrar um bom restaurante,
informação preciosa, à saída de Avis para Pavia,
a tasca do Montinho, irrepreensível tasca alentejana,
de gente adormecida,
acordando a vida para nos receber
com um cardápio de bom gosto alentejano,
as migas, os secretos de porco preto, o borrego no forno ou em feijoada
e o vinho alentejano, macio como as suas gentes,
que nos convida a
repetir o convívio e a suavidade do momento
sfsousa/olharomar
cuja aragem nos seca o corpo
e penetra de sentimentos os nossos desejos
os cheiros nos clarificam a alma
polvilhando de amor os nossos sentimentos
Paramos em Avis,
visitamos esta vila branca, alentejana,
como as outras irrepreensivelmente limpas,cuidadas
e adormecidas a esta hora da tarde,
pouco antes do almoço,
cujo sol obriga a recuar os sentidos, as vontades
e guardá-los dentro de casa,
na frescura do isolamento,
resguardados pelas paredes
A informação no turismo foi brilhante
para quem precisa de encontrar um bom restaurante,
informação preciosa, à saída de Avis para Pavia,
a tasca do Montinho, irrepreensível tasca alentejana,
de gente adormecida,
acordando a vida para nos receber
com um cardápio de bom gosto alentejano,
as migas, os secretos de porco preto, o borrego no forno ou em feijoada
e o vinho alentejano, macio como as suas gentes,
sábado, 19 de outubro de 2013
passeio Afurada–Foz do Douro
Este é o nosso mar,
a vida imensa do Douro largada na foz,
beijando, abraçando suas margens
e deixando-se tomar pelo mar…
só aqui,
neste cantinho que é nosso,
se sente este calor de rio,
este final de tarde
que ilumina todos os céus
essa brisa
que nos consola quando nos toca
os cabelos voando livremente,
partilham esse toque e essa magia
com os amigos que nos acompanham
neste final de tarde,
apreciando esta beleza que é só nossa
prosseguindo seu caminho no voo das gaivotas
que rasando o nosso rio
embalam todos os nossos sonhos
sfsousa/olharomarsegunda-feira, 19 de agosto de 2013
Carragozela - quinta Chão da VInha
Desta vez o verão levou-me
até à serra... na quinta do chão da vinha o acordar debruçava-se sobre a
paisagem verde da quinta e da serra tocando os nossos sonhos através da noites
quentes, silenciosas e aconchegadas.
Despertamos com o esvoaçar
das andorinhas que beijavam a água da piscina e levavam no seu bico aquela gota de vida e
de sal, rodopiando em acrobacias rápidas e harmoniosas e nós, na
piscina, apreciando a vida, aprofundando a amizade e viajando nas asas do vento
em direcção à serra que quase beija os nossos pés.
Uma paisagem rural, de
poder imenso e de um sossego que vai amenizando e apagando da mente os dias
passados nas cidades, as correrias loucas e a falta deste ar e
desta imensidão que nos abraça e desfaz o nosso cansaço.
Daqui, uma ou mais visitas
à serra da Estrela são aconselháveis e, apesar do verão quente, não faltam
locais aprazíveis, de rara beleza agreste e pura, bailando entre
rochedos banhados de água pura e fria como o inverno que aqui chega sempre com
o seu manto branco.
A estadia foi simples e
cordial como as pessoas das serras e do interior, francas, amigas e
hospitaleiras.
Um destino a repetir
sempre que se possa, no inverno ou no verão, já que sentimos que a porta está
sempre aberta e a serra lá se manterá, tomando conta de nós e apelando para que
voltemos sempre que a vontade espreite e a saudade aperte.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
em mel me desfaço

Para essa colega bloguista/laranjinha que não desistindo, me incentiva a não deixar de escrever e a postar,
é por ela, pela sua generosidade e incentivo que abaixo segue mais uma minha fantasia da escrita:
Há um imenso querer
Nesse teu olhar que de leve me toca
E me embala
Estrofes de amor cavalgam nesse corpo
Se perdendo em teus cabelos
Esperando meu acordar
Vens
E diriges-te a mim
Trazendo os bocados da lua cheia
Que em pedaços partiste
Quando te ausentaste
E agora nesses pedaços de lua,
De sabor a caramelo doce
Me abraças
E mesmo a noite te desfazendo
Em amor macio e sereno
Te transformas
Eu lentamente me deito
E nesse teu corpo arrependido
Em mel me desfaço.
Sfsousa/olharomar
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Falamos...
Falamos
duma
maneira estranha
mesmo
sem odes ou poesia,
falamos
duma
maneira estranha
com
palavras sentidas
que
não dizemos
são
palavras estranhas
por
serem palavras
e
é uma maneira estranha
de
tudo fazer sentido
em
silêncio
Sfsousa/olharomar
Foto
de Diana Cretu
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Eu quero chamar meus sonhos
Eu
quero chamar meus sonhos
recordar
nos meus versos
os
verdes anos dos teus beirais
viajar
por tuas luas
despertar
crescendo,
correr
sonhando
chamar
meus pedaços
juntar
minhas rimas
e
contigo cantar
Eu
quero partilhar meus sonhos
encher
os céus de alegria,
dores
se desfazendo da agonia
amor
louco a transbordar
meu
corpo é teu lar
tua
aura minha magia
Sfsousa/olharomar
foto de Diana Cretu
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
deste olhar...
Deste olhar imerso em espanto
soltei minha lua sem querer
fiquei semi caído nos teus braços,
protegido na floresta dos sonhos,
sonhei rasgos de festa,
enrosquei meu corpo no corpo ao lado do meu,
sequei veias com prazer em chama
percorri todos os sentidos
na noite que agora adormece
plena de prazer,
brilhante de cansaço.
Sfsousa/olharomar
foto de Silvia Pelissero
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