
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
saudades

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Outono
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
OUTONO

Te envio o Outono a sorrir
Nas folhas de cores vermelhas e sedentas
Nesses teus beijos de céu escarlate
È amor renascendo em ternura
Neste Outono que agora desponta
As folhas tocam o sol,
o fogo carrega seu mel e sua força
e transpira para nós
suas delicias e seus desejos
tuas miragens e teus beijos
olharomar
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Não me importaria (2)
Sem saber como, aqui chego e eis que há muito ausente me deixo levar e escrevo esta outra das muitas partes ainda ausentes de mim e neste escrito, sem pretensões de ser chamado de poema, mas com aquela caricia e sorriso que dia a dia nos vai tocando dando força a escrever, aqui segue:
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Gostava de falar de amor (3)

Gostava de falar de amor,
desse amor que só um olhar sente,
desse amor que existe em cada palavra
e se prolonga em todos os gestos,
que vagueia nos teus cabelos
e nas minhas veias se desfaz
É amor sentido que nunca se perde
viaja no espaço e nos olhos teus
rasga desejos adormecidos
transporta vendavais de amor
entre gemidos vibrantes de dor
libertando os que de amor padecem
vivendo a fingir que o não sentem
sfsousa/olharomar
sábado, 27 de setembro de 2008
Não me importaria
Indeciso estou, a pena na mão escrevendo, o sonho bailando na cabeça e apesar de ter escrito, algo me sussurra e me refreia a colocar no meu blog, é uma luta contra a vontade mas aqui vai uma parte do meu Não me importaria:
Não me importaria
De ser só e loucoE meu fogo me renegasse
Não me importariaDe ser lúcido ausenteSe teu calor me abraçasse
Não me importariaDe deixar que teu marNo meu corpo aconchegasse
Não me importariaDe aguardar tanto tempoE esse sorriso chegasse
Sfsousa (olharomar)
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Gostava de falar de amor (2)
Gostava de falar de amor,
desse amor que não mente,
do amor que não é rico nem pobre,
do amor que é amor por ser nobre,
que não escolhe almas ou corações,
sucessos ou desilusões,
É desse amor pleno que quero falar,
desse amor sentido que ninguém vê
mas que está aí,
em todos os teus poros e suspiros
amando cada momento vivido
quando a ti me dei
o céu abriu, a ti regressei
meu olhar já não anda perdido
sfsousa/olharomar
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Vila Chã
A praia de Vila Chã neste mar do nosso Norte
onde o cheiro a maresia e o vento forte
nos fustiga a maioria dos dias,
mas quando o vento amaina,
um autêntico paraíso para uns bons mergulhos e bons passeios.
Praia sossegada e leve onde serenamente nos deitamos
gozando todo o prazer deste Verão que teima em não começar.
Aqui estamos na praia defronte da casa dos nossos amigos,
nosso poiso de todo o ano, a um passo da praia,
braço dado com o campo
com a entrada do mar e do vento pela varanda
despedaçando nossos anseios
libertando nossas vidas, lavando nosso pranto
olharomar
domingo, 17 de agosto de 2008
Uma estrela
Hoje minhas palavras estão de luto
e nas rimas não se soltam,
sentem o vazio que no espaço ficou,
esperando rimas que não chegam,
perdidas em pedaços de amor
que por dizer ficaram.
Partiste,
nos deixando tua serenidade e amor,
verdadeiro e profundo,
partiste
mas nas ondas de paz em que viajas
recebe nosso vento de saudade
e um anjo de asas brancas
bailando nos olhos de nova estrela
que cada noite te beija
E no bailar de estrelas e cometas
As carícias nas suas caudas brilhantes enviadas
amaciam nossa saudade,
iluminando tuas recordações
no amor que nos deixaste
14 Agosto de 08 – olharomar/rosadesangue
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Chegada

Com o respectivo pedido de desculpas ás minhas palavras e amigos, por ter escrito em Junho 2008 este pequeno trecho que, por esquecimento, ficou acomodado nos rascunhos e, agora o fui despertar, - já lá vão 9 anos de outras viagens e de outras descobertas mas o apego à nossa bela terra, ao nosso país, aí está sempre vivo em nós :
Eis-me regressado das pequenas férias
que cedo se acabam,
viagens por lugares distantes,
o perder-me nos recantos
deixar abraços doutras cidades,
noutras gentes mergulhando
e chegar cansado da viagem,
a primeira em low cost
que desfez os meus receios
por viagens deste tipo.
Chego de manhã, muito cedo, cansado
mas desejoso de abraçar este nosso canto à beira-mar plantado,
sentir os cheiros que nos chegam das montanhas
e nos trazem todos os odores nos seus seios guardados,
ouvir a cadência do bater do nosso coração na água que nossos rios beijam
e sentar-me na mesa regalada com vegetais de todas as cores,
com o nosso peixe acabadinho de pescar,
relembrar todos os sabores
que se perdem nesse cantinho das nossas recordações.
Regresso
e para trás deixo outros hábitos e outros povos,
outras vidas e outras paisagens pelas quais me intrometi
nesta viagem ao sul de França,
essa Provença secular.
Regresso a casa,
esse lar muitas vezes desvalorizado
mas desejoso no nosso corpo,
sedento do nosso riso,
apelando à nossa presença
neste principio de Junho
em que o calor desperta
e flutuo deixando-me ir de regresso
ao encontro deste meu pequeno país,
este meu canto que nos oferece sua vida e suas paixões
e que inconscientemente tendemos a desvalorizar.
caminho desses barcos rabelos
que carregavam esse néctar de Porto
para o partilhar com todos os povos do Mundo,
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Dança (2)
fecho os olhos
e a ti me entrego
com a dança tomando conta dos nossos movimentos
viajamos
e juntando o calor do teu corpo ao meu
rezo para que esta dança não se acabe,
os corpos rolando
por espaços vazios nunca dantes preenchidos
carregam esse amor que desperta
na força desta dança
que chicoteia nossos corpos adormecidos
e de pecados latentes os extasia
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Dança
E eis que a vez da nossa dança chega,
nesta noite de todas as noites
peguei em teus braços e corpo e rodopiei,
os sentimentos á flor da pele
neste aconchego que são os nossos corpos,
atraindo todas as melodias da sala,
rodopiamos em passos arrepiantes,
passos arrojados e destemidos
de tão cadenciados que não entendo
domingo, 25 de maio de 2008
Gostava de falar de amor
Depois do jantar habitual e regular com os amigos, eis que chego a casa, tarde por sinal, cansado mas com vontade de algo escrever e com todos na cama, me dou comigo a divagar, sem saber o quê mas a escrever e, de algumas coisas escritas, que ficarão por postar, aqui vai o primeiro, realizado por volta da 01:20 deste novo dia que se avizinha, 25 deMaio, cinzento e negro, de chuva bafejado, mas não esmoreço e antes de me deitar eis que ganho coragem e finalmente escrevo e aqui posto parte do que agora escrevi, o resto certamente será postado, um dia...Gostava de falar de amor,
daquele amor que não se vê,
nem se pode esquecer,
daquele amor que não sabemos como
mas ele aparece,
aparece sem que te apercebas,
aparece sem saberes que existe,
é esse amor que um dia quando sais de ti
encontras na rua,
no sorriso de todos,
em cada gesto desprendido,
é amor quando não passas nesta calçada
mas eu oiço teus passos,
esse amor que nos toca a todos
e não é possível recusar,
é amor de musica composto
sem saber que notas tocar
sfsousa/olharomar
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Açores
Outra viagem dos nossos sonhos, de saudades que ficaram, das flores dispersas, das simplicidades existentes, do verde que nos persegue por todo o lado, abraços que ficaram e que hoje distantes, me chamam. Açores a voltar um dia quando a nostalgia já não se conseguir acorrentar.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Por uma fresta
Recebi teu amor no vento
E a janela do meu quarto abri,
chegou com o despertar da aurora
e a brisa suave da manhã
na minha cama o aconcheguei,
meus braços, meu corpo,
meu ar, meu sopro,
minha vida lhe dei,
Emprestei-lhe teus aromas
há tanto tempo guardados
nas viagens de carinhos carentes
e nos desejos em ti escondidos,
Por teus sonhos vagueei
a janela do meu quarto abri
e no vento que teu amor recebi,
meu amor em teu vento enviei
Sfsousa(olharomar)
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Portugal - 25 de Abril

Hoje resolvi postar algo que escrevi em 23 de Abril de 1999 e hoje, nesta ocasião, sinto fazer sentido:
Portugal país de marinheiros
Que um dia se fizeram ao mar
Embebidos em laços de areia e vento
Procurando novas saudades,
Raiando novos tormentos,
Fugindo do seu próprio seio
Que murchava desgastado
Desesperado por sangue novo,
À vela, a nado, em frente
Seguia insistentemente
O coração grande dum povo
Muitos foram o que delapidaram a sua nobreza,
Recalcaram os seus sentidos,
Paralisaram a sua vontade,
Imensas agressões lhe deram ânimo e certeza
Que um dia, com a chegada da aurora e da verdade
Soltaria livremente os seus filhos e seus medos
E tranquilamente, voaria para a liberdade
Sem ser escritor ou poeta nascido
Algo surgiu do meu pequeno nada
Escrevendo sem ser leve ou subtil
Deixo o jornal vagamente lido
E à esperança, ao futuro, a tudo,
Eu dedico Abril
Pensei ainda, que mais escrever
Se tudo o que tinha de ser dito, assim foi,
Penso em tudo que estas gerações,
Nascendo sem saber o bom que é, o mau que foi,
Restar-lhes as lembranças mal contadas,
Vezes sem conta por ninguém
Cuja memoria no tempo se perde
Das formas que mais convém.
A passo dado com a vida,
Seguimos caminho adiante
Abrindo nossos corações ao mundo,
Relembrando velhos tempos
Que um dia nos fez navegantes
E com esse mesmo espírito ardente
De poetas, cantores, artistas, artesãos,
Todos seremos finalmente
Amigos de todos e de todos amantes.
sfsousa(olharomar)
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Como se verdade fosse
terça-feira, 8 de abril de 2008
Num abraço
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Doce Outono

Procuro teus cheiros em vão,
Corro por ai sem destino
E me fascino
Por esse amor que sei que aí está
E em folhas de Outono se desfaz
Que me chega cedo demais
E me aproxima do seu calor de Verão,
Passo a mão pela Primavera dos seus cabelos
E o Inverno apertado se desvanecendo
Breves abertas me deixa,
É Outono
E neste reviver as estações procuram o teu olhar
Que no Outono parou
E mesmo não querendo
Com suas folhas caídas me envolveu
E de leve tocou,
De mansinho,
Devagarinho,
Como uma flor a desabrochar seu véu,
Pulsando seu sangue, esvaindo seu fel
Regando suas pétalas de orvalho
Com néctar de sabor a mel
Em teu perfume transformado
Sfousa (olharomar)
segunda-feira, 24 de março de 2008
Maresia me despindo

Versos de calma em frente ao mar,
Maresia me despindo
Em teus braços de sal me transforma
Me roubando minha defesa e meu ar
Deixando que a água me possua
Me levas a passear no teu mar
Tal sereia cantando, bela e nua
És sereia aos sonhos resgatada,
E nessa imensidão de arrepiar
Essas estrelas que a teus olhos sua luz dedico
Me acordando neste meu mar sentido
Me deixam sossegar,
Nesse mar se deitando
E nas tuas águas agitadas de dor
Partilhas essa dor comigo
Em tuas águas de amor navegando
sfsousa(olharomar)
quinta-feira, 20 de março de 2008
Um pássaro (cont)

E neste outro lado da janela
Sobre a qual estou debruçado,
Das saudades me despeço
Esse pássaro de cores brilhantes
Brilhou nos ares e se foi
Em fumo de pesar que não dói
Deixando sua alegria e amor aconchegados
E ao longe,
Do outro lado dessa janela
Pela qual repartimos nossos olhares,
Me arrepio de seu pio deslumbrante
Tal silvo estridente
Que só teus sentidos perseguem
E sem saudades acabam
quarta-feira, 19 de março de 2008
Um pássaro
Um pássaro hoje minha face beijou,
Asas de leve batendo,
Sua breve brisa me tocou
Me contagiando com sua alegria e liberdade
E com um piscar de olhos
Suas asas levantou
E uma pena me deixa,
Pena colorida
As cores do arco-íris aí libertadas
Os amores do mundo contemplados
Por essa pena órfã de amor
Às outras penas arrancada
sfsousa
domingo, 16 de março de 2008
Sendo assim e querendo homenagear esses rascunhos perdidos, para outros irmãos de ocasião, aqui fica o rascunho que deveria ter sido postado na devida altura mas não foi:
Esta vida é louca
É vida que não sendo demasiada
É vida desabrochada e sentida
E pode ser vida amada e respeitada
Pois o sentido de tudo
Pode acabar por surgir
Bastando ter um abraço quente
Ser um ombro amigo
Ser uma palavra aconchegada
Ser um grito de esperança
Ser um uivo de despertar
Ser um alerta desejado
Ser um sorriso sincero
Ser uma palavra amiga
Ser um pedaço de pão
Ser um olhar meigo
Ser uma carícia não pedida
Ser um beijo apertado
Numa face escondida
sfsousa
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
até que chegues

Até que chegues
Explodindo de amor e sentimentos
Me deixo ficar
Neste meu sono frio e profundo
Com imagens bailando
E contigo sussurrando
Leves uivos de amor dedicado e consentido
E em sonhos me levanto
Sem nunca te alcançar
Me perco como sempre
Nestes silêncios que não acabam
E se multiplicam eternamente
Sfsousa
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
de noite

Mesmo sem intenção cá estou de volta com os meus uivos:
De novo o escuro da noite cai
E tu não voltas
Pois o sonho acabou
E eu lobo negro da alcateia fugido
Aproveito a escuridão da noite
E nela me refugio
Até que outra loba
Destes meus sonhos me acorde
The darkness of the night falls again
And you do not return
Since the dream finished
And I black wolf of the pack escaped
I use the darkness of the night
And I take my refuge
Up to what another she-wolf
Of these my dreams wake me
sfsousa
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
o azul do céu
Eu nasci com o azul do céu me tocando
E esta vida percorro vagueando
Pleno de sentir
Amizades conseguidas
Em verdades erguidas,
Felicidades partilhadas
Com amigos do coração
Louvando com satisfação
A sorte que nos tocou,
O vento nos abraçou
E como esse azul do céu
Meus amigos são teus
E em amor partilho
Estes meus tesouros contigo
I was born with the blue of the sky touching myself
And I’m going through this life wandering
Plenty of feeling
Having got friendships
In raised truths,
Shared Happiness
With friends of heart
Praising with satisfaction
The luck that touched us,
The wind hugged us
And like that one blue of the sky
My friends are yours
And in love I share
All my treasures with you
sfsousa
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Te amo
Eu te amo com a força das tempestades e das marés
Te amo com o silencio das madrugadas,
Eu te amo com a alegria de quem é presente e se foi,
Te amo com o passar dos tempos que não registo
Eu te amo com esta alegria que não se acaba,
Te amo com este sabor de sal em olhos não desbravados,
Eu te amo na viagem destes raios de sol que de tão quente nos arrebata,
Te amo com todas as consequências e todas as virtudes,
Eu te amo como és, simples e inocente, dolorosa de tanto amar,
Te amo mesmo doendo de tanto querer
Eu te amo sem rede em salto de equilibrista destemido,
A vida nas tuas mãos…eu te amo.
I love you with the strength of the storms and of the tides
I love you with the silence the dawns,
I love you with joy from who is present and went away,
I love you in spite of spending the times that I do not register
I love you with this joy that never finished,
I love you with this taste of salt in not explored eyes,
I love you in the travel of these rays of sun that of so hot snatches us,
I love you with all the consequences and all the virtues,
I love you as you are, simple and innocent, painful of so much loving,
I love you even hurting of so much wanting
I love you without net in jump of fearless equilibrist,
The life in your hands … I love you.
Sfsousa (olharomar)
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Tal lobo faminto
Tal lobo faminto
Saí de madrugada,
Abandonei a alcateia
E voei pelos espaços livres
Dos teus sonhos
Percorri teu corpo de loba,
Passo a passo,
Gozando momento a momento
As lágrimas frias de orvalho
No teu corpo contidas
E bebi,
Bebi da tua pele e da tua beleza
E o meu desejo de ser lobo
Em lobo me tornou
E tu loba branca de olhos cerrados
Não acordaste.
Estás aí
Mas não existes
sfsousa
Such a hungry wolf
I left from dawn,
I left the pack
And I flew for the free spaces
Of your dreams
I went through your body of she-wolf,
Step by step,
Enjoying moment at moment
The cold tears of dew
In your body contained
And I drank,
I drank of your skin and of your beauty
And my wish of being a wolf
Into wolf it made me
And you white she-wolf of thick eyes
You did not wake up.
You are there
But you don’t exist
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Nossa viagem
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
e aqui te espero
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Escrevo

Escrevo porque escrevo,
escrevo por que sinto,
não sou árvore nem jardim,
apoteose ou clarim,
sou um simples arlequim
que escreve porque escrevo
e se solta para mim,
escrevo porque escrevo
sem doutos conhecimentos enfim,
sou um imberbe de poesia,
deserdado da rima,
mas é assim, ela solta-se e sai,
voa, rodopia e cai
e de novo escrevo porque escrevo,
me levanto e de passo inseguro prossigo
escrevo e não rodopio,
palavras buscando alegria
escrevo porque escrevo
letras soltas da minha fantasia.
SFSOUSA
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Meu Carnaval
Carnaval que de alegria me chega
e para outros céus me desperta,
esse sussurro de amor te agradeço
por em imaginação me ofereceres
este Carnaval que não me mereço
e neste sonho passageiro que respiro,
desse chamamento de amor me despeço,
enviando esta mascara
que a ti pertenceu e meu coração liberta
sfsousa
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Perdidos

Por trilhos escondidos nos perdemos
Sem nunca nos alcançarmos,
Mas a lua que guia nossos corpos
Nos revela seus caminhos
E por momentos te deitas
Até que outra estrela acorde
E desperte meus sentidos,
De lobo á espreita em cada caminho,
Clamando pelo amor que enviado te foi
E que o teu uivo com a aragem da noite
Me seja devolvido
Pleno de chamamento
E de esperança renascido
sfsousa
domingo, 27 de janeiro de 2008
E na noite
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
De novo o silêncio
De novo o silêncio
Chegando com a aurora,
Os corpos á espreita,
Os olhos movendo-se
Atropelando os sentidos
Que percorrem nossos corpos
Em ritmo de cavalgada alucinante
Na procura infindável
Da tua boca e dos teus beijos
Que se perdem
Em cada madrugada.
sfsousa
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
CHOCOLATE BRANCO
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
CHOCOLATE NEGRO
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
CHOCOLATE
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Até um dia Cabo Verde... até um dia
CABO VERDE
Saída do aeroporto e lá está a nossa guia, simpática como todos os locais, dirigindo-nos para essas carrinhas antigas com atrelados a recolher as malas, e lá vamos nas camionetas desengonçadas que nos surpreendem como ainda se vão conseguindo mover nesta noite negra e de luzes abandonadas, certamente terão imensas historias para nos contar dessas suas inesquecíveis viagens.
Primeiro dia, aproximação e surpresa pela beleza do que foi erigido em tão árido local, as pessoas simpáticas, a mesma língua nos acompanhando e assim lá fomos desenvolvendo conhecimentos, gozando em pleno os nossos corpos nessas areias brancas e águas tão límpidas, transparentes e insinuantes, reclamando nossos corpos para as suas ondas nos poderem beijar.
Resolvemos fazer uma viagem de reconhecimento ás miragens e olho de água e lá nos metemos ao caminho nos jipes alugados para o efeito e lá fomos cabelos desgarrados, um lenço para trás deixado, um boné que da cabeça fugiu e não parou, por lá ficou, quilómetros percorridos em terra batida sem nada em redor, as arvores e vegetação fugiram pois a água as abandonou, mas eis que em direcção ao mar, chegamos a um sitio belo de tão só, uma barraca de madeira isolada, vendendo suas cervejas de aparência fresca, africanos doutras paisagens, vendendo suas bugigangas e uma piscina artificial entre rochas vulcânicas esculpida.
As roupas despidas num ápice e sem muito pensar, de cabeça mergulhamos nesse mar azul e desperto, sentindo fervilhar a sua vida e a juventude deste país palpitando, lançando suas ondas de amor abraçar estas rochas perdidas no meio de nada.
Nesse caminho desbravado para ver as minas de Sal, os banhos nessa água tão densa que deixava nossos corpos em suspenso, flutuando, não conseguindo tocar o seu leito azul e denso, convivemos com alguns seniores que doutra ilha vinham, sobretudo da Ilha de Santiago, e com a facilidade imensa que a mesma língua vai acolhendo outras culturas e outras gentes, aí começamos a falar, trocar ideias, desejos e sonhos comungados por todos, nas promessas de um dia aí voltar, tocar de novos os olhares dessa gente e nos alegrar com seus olhos brilhantes de poder imenso apesar de terem quase tudo de nada.
Vimos casebres de zinco, casas desconexas e vilas de vidas adiadas por falta de possibilidades oferecidas, vimos gente, gente de sorriso nos lábios, de coração aberto, vendendo aquilo que conseguem inventar, para no outro dia carregar de novo os mesmos pedaços de nada e alegremente recomeçar.
Vimos crianças soltas brincando em união, no recreio da escola, as dificuldades para trás, rodopiando no ar uma alegria e esperança que contagia, um poder que nos abraça, uma vontade de conseguir vencer que a todos arrasta e sente-se que hão-de vencer adversidades, hão-de libertar seus sonhos e viver, viver com o encanto dessa esperança e verdade que carregam em seus olhos e nos seus rostos, e viver felizes…merecidamente.
Vimos saudade enquanto partimos, deixamos ais em vão repetidos, arrumamos os corpos e bagagens, e na quietude da viagem os pensamentos de todos se cruzaram e em uníssono o desejo de voltar ficou, cruzou os ares e se soltou… até um dia Cabo Verde…até um dia.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
AMANDO LOUCAMENTE
E amando loucamente
Nossos corpos fundidos
Por momentos de êxtase e prazer,
As garras despedaçando
Todos os sentidos,
Á espera do quente bafo da noite
Partilhamos… repetidamente,
Gestos naturais de amor e paixão
Que chegam perdidamente.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
VIDA "por Joana de Sousa"

Resolvi começar este ano a colocar um post de algo escrito por uma das minhas filhas que envergonhadamente lá vai escrevendo algumas coisas e nada mostra, pensando que podem não estar bem escritas ou que ninguém lerá ou apreciará, eu, com este orgulho e entusiasmo de pai, consegui que me mostrasse algo e que aceitasse partilhar neste meu blog o que assim escreveu:










